Desculpas, inflação e um funeral
Primeiramente, um breve registro de desculpas. Acompanho as estatísticas deste blog e percebo que existe um e outro leitor fiel. E alguns perdidos que me encontram pelo google, por acaso, por divina providência, sei lá. Não se preocupe, o blog não identifica o leitor, mas apenas a quantidade. A estes bravos peço desculpas pelo descaso, pela falta de atualizações freqüentes como no passado. Sou como a amante que conquista e seduz e depois, ingrata, ignora. Mas vamos aos fatos que realmente interessam.
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Que perigo corre o presidente Lula! Pesquisa Ibope apontou hoje a preocupação da população com o aumento da inflação. E é sabido que o governo permanece imune aos inúmeros escândalos única e exclusivamente em função do bom desempenho da economia. Espero que a ameaça seja passageira, ou que, na pior das hipóteses, a inflação permaneça tolerável. Torço contra Lula, mas, entre ele e meu bolso, fico com os meus trocados.
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Morreu a ex-primeira dama Ruth Cardoso. Uma mulher respeitada no meio político e acadêmico, idealizadora de programas sociais como o Comunidade Solidária. A diferença principal da concepção social de Ruth em relação aos atuais programas sociais é a busca de recursos, independentemente da benevolência estatal: praga que atualmente gera a explosão das ONGs no Brasil. Ruth, com seu estilo reservado, também criticava as políticas sociais medonhas que o PT criou.
Um detalhe do velório de Ruth Cardoso que chamou a atenção da imprensa foi o caloroso abraço entre Lula e FHC, inconsolável. Entende-se o afeto do atual presidente para com o seu predecessor. Se não era sincero, era político, importante, estava dentro de suas funções. Mas o que dizer da presença de Dilma Rousseff, que dias antes organizou a montagem de um dossiê sobre os gastos do casal? Concordo com aqueles que acharam sua presença inconveniente. Existe o jogo político, as intrigas que são, digamos, toleráveis. Mas Dilma ultrapassou os limites do tolerável. Lula talvez tenha autorizado a montagem do dossiê? Pode ser, não se sabe. Dilma ordenou a montagem do dossiê? Sim, é fato.