Lia eu algo sobre a importância que as mulheres dão aos cabelos lisos. O texto tratava dos alisamentos, da utilização ilegal de formol para desfazer os cachos, etc. Não vem muito ao caso o assunto. Especificamente não.
Foi entrevistado um grupo de mulheres, e a partir das respostas, ficou definido que tanto por cento delas prefere isso, tanto por cento pensa isso e aquilo. Enfim, entre, digamos, mil mulheres, é possível saber o que todas pensam, querem, sentem, desejam.
Infelizmente isso não é característico apenas ao lado feminino. Somos todos, machos ou fêmeas, seres extremamente previsíveis. Assustadoramente semelhantes.
Vejam as pesquisas: um grupo de pessoas é suficiente para determinar o pensamento de toda a nação. E não se trata apenas de assuntos e questões em que a massa sofre algum tipo de influência, como política, por exemplo. Somos previsíveis e parecidos até nos sentimentos, do índio ao hippie, do colono ao motorista, tanto faz.
Chega a ser triste, melancólico. A bíblia diz que uma alma vale mais que o mundo todo. Você não é religioso? Ok, e sua mãe que dizia que você é único, especial? Não é mesmo. Num grupo de mil, dez mil, cem mil com alguma sorte, existirá alguém igual a você. Tão sem graça quanto. Tão substituível quanto.
Que conclusões tiramos nós de uma matéria sobre cabelos, madeixas alisadas na marra. E agora, o que será de nós sem as mulatinhas de cabelo ruim? Quantos de nós, num grupo de dez, não adoram uma negrinha bombril?
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