Falei há alguns dias sobre o voto esculhambado. Citei o falecido Enéas e o vivo Clodovil. A figura excêntrica de outrora, famosos barba e bordão do horário eleitoral, teve passagem apagada pelo congresso. Era esperado. Já o estilista…
Semana passada, Clodovil xingou uma colega da câmara. Falou que a deputada era tão feia que não servia nem para ser puta. Ela chorou, e ele repetiu candidamente para os jornalistas que não tinha culpa por ela ser feia.
Até aí tudo bem, já era esperado, o rapaz é famoso por suas extravagâncias. O lamentável do fato foi ver a imprensa lamentando a atitude, afirmando que ele decepcionou o povo que ele representa. Quanta hipocrisia.
Diz que quem ficou louco foram os gays, após afirmações de Clodovil como essa que ele largou há alguns dias: que hoje em dia a mulher descansa de pé e trabalha deitada. Seria ele um veado machista?
É tudo tão descabido, e a imprensa lamenta. Lamentamos quando nos decepcionamos – não creio que a imprensa esteja desapontada com o que o rapaz disse. Era visto, era esperado.
Azar do seu eleitorado, formado por donas de casas e grupos coloridos. Não sei quem é mais burro: aquelas ignorantes que habitam os grotões das cozinhas ou aqueles que acreditavam ter um político representante da classe. Pelo jeito a briga é boa e parelha.
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